23.4.16

Por que ser selecionado pelo Chapéu Seletor talvez não seja tão simples quanto parece

O Chapéu Seletor é um artefato mágico de grande importância no universo de Harry Potter, cuja função é selecionar os alunos novos para uma das quatro casas: Grifinória, Corvinal, Lufa-Lufa e Sonserina. Mas, ao contrário do que muitos pensam, essa seleção não é uma tarefa tão simples. Descubra o porquê na nossa tradução do texto que foi publicado originalmente no Pottermore.

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Como você bem sabe, Hogwarts divide seus alunos em quatro casas. Mas um aluno raramente é selecionado para alguma casa sem um bom motivo.


Sempre que o Chapéu Seletor seleciona um novo, assustado e agitado aluno de Hogwarts, ele baseia sua decisão em inúmeras características vistas dentro da cabeça da pessoa. Vocês todos sabem como funciona a partir daqui, mas só para garantir: estudantes da Grifinória costumam ser corajosos, da Corvinal, inteligentes, da Lufa-Lufa, gentis, e os da Sonserina, contrariando o que as pessoas acreditam, astutos e engenhosos.

Mas não necessariamente é tão simples assim...


Alguns alunos de Hogwarts inclinam-se às características de outras casas

Nós percebemos imediatamente que alguns alunos de Hogwarts são perfeitos para suas casas – já imaginou Draco Malfoy na Lufa-Lufa? Exato. Seria um caos.

Entretanto temos pessoas como a Hermione, que é tão corajosa quanto inteligente, e que foi selecionada para a Grifinória ao invés da Corvinal por um triz. Não é uma surpresa que o chapéu demorou quatro minutos para colocá-la em uma casa e não na outra – quase resultando em um "Hatstall": quando o Chapéu Seletor demora mais de cinco minutos para selecionar um aluno.

Neville é um caso similar: apesar de ter sido selecionado para a Grifinória, ele apresenta características visíveis de um lufano – especialmente quando se diz respeito à sua gentileza infinita. Ele inclusive pediu ao Chapéu Seletor para considerar colocá-lo na Lufa-Lufa, resultando em outro "quase Hatstall". Em seu último ano, depois de ficar conhecido por sua doçura e de ter deixado para trás a maior parte do seu tempo em Hogwarts, o Chapéu Seletor demonstrou estar certo sobre colocar Neville na Grifinória, quando ele matou a cobra Nagini com a Espada de Grifinória durante a Batalha de Hogwarts, possivelmente a coisa mais grifinória que uma pessoa pode fazer.

Porém um pouquinho da tradição lufana se manteve viva em Neville, principalmente quando ele se torna Professor de Herbologia, sucedendo a professora Sprout (a diretora da Lufa-Lufa). Ele também se casou com uma lufana, Ana Abbott. Então, apesar de Neville ser um dos personagens mais corajosos da saga, nós vemos sempre um pequeno brilho amarelo morando dentro dele.


Até mesmo o Chapéu Seletor pode errar em alguns momentos

Mesmo possuindo todo conhecimento existente, isso não significa que basta o chapéu estalar os dedos (se ele tivesse dedos, obviamente) para que saiba instantaneamente sua casa. Vejamos o caso de Minerva McGonagall, que demorou cinco minutos e meio para ser selecionada na Grifinória ao invés da Corvinal; sinal de que Minerva possui o coragem e inteligência na mesma intensidade.


Se os alunos fossem selecionados quando fossem mais velhos, eles seriam colocados em casas diferentes?

Os estudantes do primeiro ano de Hogwarts geralmente têm 11 anos quando começam a estudar. Entretanto, Pedro Pettigrew, que não era um exemplo de valores nobres, foi selecionado para a Grifinória. Como todos sabemos muito bem, quando Pettigrew ficou um pouco mais velho, se tornou tão próximo do Lorde das Trevas que traiu Lílian e Tiago Potter – de novo, sem sinais de coragem. Entretanto, o chapéu é conhecido por teimosamente rejeitar qualquer insinuação de que selecionou alguém para a casa errada. Pettigrew continuaria sendo um grifinório tantos anos depois?


A casa de um aluno frequentemente é a mesma de outros membros de sua família – mas nem sempre

Os Weasleys são conhecidos por serem sempre selecionados para a Grifinória, e apesar dessa família ruiva ser extremamente nobre, levou um bom tempo para Percy Weasley mostrar que era vermelho e dourado. Quando Harry o encontrou pela primeira vez, Percy estava extremamente concentrado em um livro, o que é uma característica mais comum na Corvinal. Ele também é lembrado por ser extremamente ambicioso - o que é muito mais comum em sonserinos - especialmente quando ele se distancia de sua família por conta de seu trabalho no Ministério.

No final, porém, o lado grifinório de Percy retorna a ele na Batalha de Hogwarts, quando enfeitiça o Ministro da Magia, Pius Thicknesse e renuncia prontamente. Muito Grifinório.


A casa de preferência de um aluno faz diferença

É claro, onde você é destinado para estar é apenas uma parte da seleção. Harry, por exemplo, é atormentado pela "história de terror sobre a Sonserina" antes mesmo de chegar aos portões de Hogwarts, e, desesperado, pede para que o chapéu considere outro lugar. Neville luta para acreditar que merece estar na Grifinória, coitado.

O chapéu acaba levando em consideração o pedido de Harry, que mais tarde contaria para seu filho, Alvo Severo Potter.

No fim das contas, Dumbledore estava certo: "São as nossas escolhas, Harry, que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades."

Tradução por: Henrique Scheffer
Revisão por: Bárbara Kultchek

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