15.8.16

O Salão Comunal da Lufa-Lufa




















 Se você é lufano e ainda não leu esse texto, essa é a sua oportunidade! Traduzimos, diretamente do Pottermore, a descrição e considerações do Salão Comunal da Lufa-Lufa. Sinta-se em casa lendo sobre o aconchego típico do lugar.

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Para entrar no Salão Comunal da Lufa-Lufa usa-se o mesmo corredor que leva à cozinha de Hogwarts.  Seguindo adiante depois de passar pelo enorme quadro de natureza morta, que consiste na entrada da cozinha, uma pilha de grandes barris pode ser encontrada em um sombrio recuo de pedra no lado direito do corredor. O segundo barril de baixo pra cima, no meio da segunda linha se abrirá caso receba batidas no ritmo de “Helga Hufflepuff”.* Como um sistema de segurança para repelir não-lufanos, bater no barril errado ou bater o número errado de vezes fará com que uma das tampas exploda, encharcando a pessoa com vinagre.

                                                                     


Uma passagem terrosa e íngreme por dentro dos barris sobe por um pequeno trajeto até que uma sala circular baixa e aconchegante é revelada, fazendo lembrar a decoração de um texugo. A sala é decorada com as alegres cores amarelo e preto - como uma abelha - destacadas pelo uso de madeira cor de mel muito polida nas mesas e nas portas redondas que levam os dormitórios das meninas e dos meninos (mobiliados com confortáveis estrados de madeira, todos cobertos com mantas de retalhos).
Uma colorida profusão de plantas e flores deixa o salão comunal da Lufa-Lufa encantador: diversos cactos colocados em prateleiras circulares de madeira (curvadas para se encaixarem nas paredes), muitos deles dando tchauzinho e dançando para quem passa, enquanto portas-planta de cobre balançam pelo teto fazendo com que gavinhas de samambaias e heras rocem em seu cabelo quando você passa por baixo delas.

Um retrato em cima da moldura de madeira da lareira (repleta de entalhes de texugos dançantes) mostra Helga Hufflepuff, uma das bruxas do grupo de quatro fundadores de Hogwarts, brindando seus alunos com uma minúscula taça de ouro com duas alças. Pequenas janelas redondas no nível do chão do castelo mostram uma agradável visão de grama e dentes-de-leão ondulantes e, ocasionalmente, pés passando. Essas janelas baixas, contudo, fazem a sala parecer permanentemente ensolarada.

* Há quem diga que a complexidade – ou falta dela- para entrar nos salões comunais dá uma ideia bem geral da reputação intelectual de cada casa: Lufa-Lufa tem um portal imutável e requer batidas em determinado ritmo; Sonserina e Grifinória possuem portas que desafiam igualmente a quem quiser entrar, tendo a primeira uma entrada escondida quase imperceptível e uma senha que varia e a segunda, uma guardiã cheia de caprichos e senhas que mudam frequentemente. Fazendo jus à sua reputação de casa das mentes mais ágeis de Hogwarts, a porta para o salão comunal da Corvinal expõe um novo desafio intelectual ou filosófico toda vez que alguém bate.

Todavia, não se pode concluir do que foi dito acima que Lufanos são pouco inteligentes, ainda que tenham sido cruelmente caricaturados dessa maneira em alguns momentos. Diversas mentes excepcionais vieram da casa da Lufa-Lufa ao longo dos séculos; acontece que essas cabeças excelentes simplesmente são aliadas a paciência, ética de trabalho e lealdade extraordinárias, todas elas marcas tradicionais da Lufa-Lufa. 

Considerações de J.K. Rowling

Quando eu fiz o planejamento inicial da série, eu queria que o Harry visitasse os salões comunais de todas as quatro casas ao longo do seu tempo em Hogwarts. Chegou um momento em que me dei conta de que isso nunca haveria um motivo válido para entrar no salão da Lufa-Lufa. Ainda assim, ele é tão real para mim quanto os outros três, e eu sempre soube exatamente aonde os Lufanos estavam indo quando se encaminhavam em direção à cozinha depois das aulas. 

Tradução: Isabel Dain.

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