sexta-feira, 25 de julho de 2014

Em entrevista, Daniel Radcliffe fala sobre seu novo filme e mais



Em entrevista concedida à revista “Vulture”, o ator Daniel Radcliffe, 25, conversou sobre a experiência de estrelar em uma comédia romântica, seu vício por futebol e admiração pelo rapper norte-americano Eminem. Seu novo filme, “What If” tem estréia marcada para agosto nos E.U.A e Reino Unido. Ainda sem previsão de chegada no Brasil.

No longa, o ator representa o jovem Wallace, que encontra em Chantry, papel de Zoe Kazan, seu par perfeito. Porém, a garota já possui namorado, o que faz com que o que era pra ter sido vivido em forma de romance, torne-se uma tentativa de amizade.

Em Mais Informações, confira a entrevista completa e traduzida.

“Daniel Radcliffe tem estado muito tempo em frente à telas verdes e às vezes com chifres, então primeiramente, é um pouco chocante vê-lo sendo um personagem comum na comédia romântica desse verão, What If. Mas assim como Wallace, que recentemente teve o coracão partido por uma garota (Zoe Kazan)  que conheceu em uma festa, Radcliffe prova estar acostumado a ser um garoto normal. Mesmo quando as coisas no filme dirigido por Michael Dowse ficam complicadas, Radcliffe, com sua impertinente e conhecida atuação, não deixa o longa ficar preso nas barreiras precárias do gênero. (Que seu melhor amigo, papel de Adam Driver, não se machuca). Radcliffe, que está em Nova Yorque terminando seu trabalho na comédia da Broadway “The Cripple of Inishmaan”, conversou com a Vulture sobre estrelar sua primeira comédia romantic, as chances que ele tem de fazer outro filme de franquia, e sua obcessão com um certo rapper de cabelos loiros."

Esse personagem é a pessoa mais normal que você já interpretou desde Harry Potter. Foi uma experiência diferente?
Foi. Foi muito diferente interpretar um personagem moderno. Foi fantástico estar em roupas atuais. Parece estranho, mas você faz muita coisa de época crescendo na Inglaterra, o que é ótimo. Além disso, os diálogos são a respeito de coisas e situações que conheço. Quando eu tinha 11 ou 12 anos, e tinha que ser devorado por uma planta gigante chamada de “Visgo do Diabo’’, eu não sei como aquilo seria na vida real. É legal fazer filmes agora que eu posso representar na minha própria vida.

Foi a primeira vez que te ofereceram o papel principal em uma comédia romântica?
Eu recebi dois roteiros na mesma época; um era esse e o outro era outro filme, que eu tenho que dizer, era um roteiro fantástico, mas muito parecido com esse. Eu acho que esse tem uma história mais satisfatória, e a verdade é que quando você recebe algo como isso, é muito fácil decidir se tornar parte dele. Existe uma imagem que as pessoas tem dos atores lendo os roteiros, e eles fazem, mas muitos deles são muito comuns. Então, quando você encontra algo especial, você se joga nele, por que irá ter outras dez pessoas que querem fazer o mesmo papel.

Eu poderia pensar em vários atores que podem desprezar um roteiro de comédia romântica, devido aos costumes do gênero.
São mais os filmes de ação que eu desprezo. Há uma tendência real na escrita de roteiros que se um filme chega pra você em um estúdio, você pode ter algo realmente inteligente com uma grande história, mas existe uma lei onde em certo ponto, ele tem que se tornar um filme de ação, quando não há necessidade para isso. Nas comédias românticas, eu sei o que você está dizendo por que há muitos outros do tipo lá fora, e não tão legais, mas meus agentes são muito bons me enviando coisas que eles suspeitam de que eu gosto.

O que, em particular, fez desse roteiro o melhor?
Ele tira várias metáforas que você encontra em filmes como esse. Em comédias românticas, todos os problemas amorosos são resolvidos através do amor e por atos incríveis de romance, como meu personagem, que viaja pra Irlanda. Na vida real, Irlanda é algo extremamente grande, e a personagem da Zoe chama a atenção disso nele.

Você tem um personagem para ser seu melhor amigo nesse filme. Mas então eles escalam Adam Driver, um atípico ator para esse tipo de papel.
Sim, exatamente. Ele não é como a maioria dos atores, e não como a maioria dos melhores amigos, eu acho.

Ele tem um jeito bem específico para atuar. Isso tomou um pouco de costume também?
Eu acho que isso foi exigido dele desde cedo em sua carreira, por que é algo que ele faz brilhantemente. Mas eu acho que existe muito mais de ator nele do que nós estamos prestes a ver. Eu duvido muito que Stars Wars será uma atuação parecida nesse filme. Mas ele é um improvisador extraordinário e chega com algo novo e engraçado a cada gravação. E eu acho que as pessoas esperam  que ele seja extravagante, mas ele é bem quieto, um garoto humilde. Eu não diria tímido, mas ele é tranquilo. Zoe tem razão quando diz que em comédias românticas, os dois protagonistas estão muito longes de serem tão legais quanto seus amigos loucos, mas eu gosto de pensar que nós somos tão interessantes quanto as pessoas ao nosso redor.

Você e Zoe Kazan se beijam no filme, o que causa uma catarse para seus personagens e o público. Vocês tiveram essa mesma sensação?
Eu acho que sim, foi uma catarse para toda a produção, por que Michael tinha deixado isso para a última cena a ser filmada, o que foi brilhante por parte dele, então, obrigado Michael. Obviamente, Zoe e eu estamos ambos em um relacionamento, mas por conta de todo o filme que está sendo construído ao redor desse momento, existe um pouco de nervosismo em volta. E não importa se você está beijando alguém diante das câmeras ou na vida real, você não quer ligar pra isso. Eu acho que é a cena no filme que irá surpreender as pessoas por quão emocionante é, por que está sendo espirituoso, engraçado e bizarro até o ponto. Mas eu acho que a cena é realmente chocante.

Você tem uma obsessão documentada com a NFL. Como você descreveria a liga para quem não é fã de futebol?
Eu diria que é maior esporte do mundo em termos de rapidez, coordenação motora e estratégia. A posição do quarterback me impressiona, ir à cada jogo tendo memorizado 30 ou mais jogadas e saber quais são seus nomes.

Então você é um estudante do jogo?
Eu ainda estou tentando aprender. Eu meio que entendo a ofensiva e o que ela significa. Mas defensiva, é o mesmo que falar sobre números binários para mim. É igual quando pessoas começam a falar sobre nickels, e 3-4 e 4-3, eu meio que sei o que significa, mas leva um bom tempo.

Seus domingos são completamente reservados para assistir aos jogos?
Durante a temporada do campeonato, sim. E eu sou muito sortudo de estar namorando com alguém tão fã quanto eu, então não é como se eu estivesse fazendo alguém sofrer por isso.

Qual outra obsessão sua que pode surpreender as pessoas?
Eminem.  Eu sou obcecado com ele. Seu último álbum foi o que mais tocou no meu iPod. Algumas de suas letras são sobre futebol também. Minha frase favorita em seu novo álbum foi  “Stomping them like Ndamukong / I'm rushing like a Urkanian LaDainian Tomlinson.” Então eu encontrei um meio de combinar meus vícios, o que é ainda melhor.

Quando você se tornou fã de Eminem?                         
Quando eu tinha 9 ou 10 anos, e o “The Real Slim Shady” foi lançada. Eu sabia toda a letra quando eu tinha 10. Eu lembro de estar no chuveiro quando eu tinha 11 anos na minha tour pelo Japão, pesquisando sobre a música. É uma canção bem suja em algumas partes, então eu não sabia o que estava dizendo.

Você consideraria fazer outra franquia?
Absolutamente. Teria que ser algo que eu amo, mas eu nunca me fecharia para algo assim, particularmente por que as franquias estão indo em uma direção bem interessante. Claro que existem coisas realmente ruins, mas os filmes do Batman, Jogos Vorazes ou Harry Potter, eu tenho orgulho em dizer que são interessantes. Não tem que ser uma palavra ruim. Há um desejo lá fora para grandes filmes que também são inteligentes. E com escolhas como Joss Whedon e Marc Webb para dirigir, eu acho que mostra um desejo nas pessoas para fazer as versões mais interessantes que eles consigam.

Clique aqui para ter acesso à entrevista original.

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