28.1.15

Resenhas da adaptação de Morte Súbita


Após ser exibida para algumas pessoas da imprensa e do elenco, a adaptação de Morte Súbita começa a receber resenhas. Leia a seguir algumas delas traduzidas e com possíveis spoilers (essa postagem pode ser atualizada conforme mais resenhas sejam feitas). Lembrando que a data de lançamento da série pela BBC na Inglaterra é 15 de fevereiro, às 21:00 (GMT) e nos Estados Unidos está prevista para essa próxima primavera (do hemisfério norte).


Morte Súbita: uma prévia da adaptação do romance de J.K Rowling da BBC1.
A adaptação da BBC do romance de J.K Rowling é brilhantemente atuada e uma mistura mágica de humor e escuridão.

Kasia Delgado

Adaptar um romance best-seller da icônica J.K Rowling deve ser difícil o suficiente com tantos fãs para agradar, mas quando é uma história tão complexa e cheia de personagens como o best-seller Morte Súbita, deve ser quase impossível. Até mesmo uma das progonistas, Keeley Hawes (Samantha Mollison), disse que quando leu o romance pela primeira vez, pensou: "com isso vai funcionar? Como vai caber em apenas três episódios?"

Mas ela não precisava ter se preocupado, porque a série funciona - e é fascinante. 

A série de três partes, escrita por Sarah Phelps (The Crimson Field), dirigida por Jonny Campbell (In The Flesh) e produzida por Ruth Kenley-Letts (The Hour) se passa na bonita e aparentemente perfeita cidadezinha de Pagford e se foca ao redor de seus residentes que estão, apesar de aparências imediatas, vivendo longe de vidas idílicas. 

O primeiro episódio começa gentilmente com a câmera mergulhando sobre o interior da Inglaterra, mas logo as rachaduras colossais começam a aparecer e as coisas ficam, de fato, bem sombrias. No coração da história está Barry Fairbrother (Rory Kinnear) tentando impedir que o chefe do conselho paroquial (Michael Gambon) transforme Sweetlove, um centro para sem-tetos e vulneráveis em um spa para os ricos. 

Quando Barry morre subitamente, Pagford é deixada em choque. Há um assento vazio sobrando no conselho e todos os problemas começam.

Pode soar um pouco como Midsomer Murders até agora, mas realmente não é.

Morte Súbita não é verdadeiramente sobre discussões no conselho local, é sobre hipocrisia, humor e estranheza da nação britânica, com seu vicio por drogas, racismo, bullying e irresponsabilidade social acontecendo logo atrás do adorável verde da cidade. 

A personagem mais impressionante e o verdadeiro coração da série é a durona Krystal Weedon (atuada pela novata Abigal Lawrie), que vive uma vida desesperadoramente difícil cuidado da sua mãe viciada em drogas e do irmão de quatro anos. Eu podia ter assistido ela o dia todo. 

Contudo, até na escuridão há comédia. O meio irmão de Barry Fairbother, Simon Price (Richard Glover), é uma personagem tão palhaço e vil que é engraçado, e há alguns momentos gloriosos em que testemunhamos o comicamente terrível casamento de Samantha Mollison (Keeley Hawes) com o bem patético Miles Mollison (Rufus Jones).

Belamente filmada, brilhantemente atuada e lotada de personagens vividos, Morte Súbita é um dos melhores novos dramas que eu vi em muito tempo. E assim como nos livros de Harry Potter, esse
novo mundo fictício parece tão estranho e real que é como ser enfeitiçado.

                                                                                                                

Poderia a adaptação da BBC/HBO de Morte Súbita ser uma melhora em relação ao livro?
Uma primeira olhada na minissérie de três episódios estrelando Michael Gambon e que irá ao ar na BBC no próximo mês, revela um enredo simplificado junto com uma fotografia perfeita dos cenários nas vilas de Cotswold.

Vicky Frost

Campos verdejantes e um rio correndo dão lugar a casas de douradas pedras de Cotswold reluzentes e fotogênicas à medida que seus donos, ocupados com a vida na cidadezinha, são rudemente interrompidos por uma morte inesperada. A vindoura adaptação da BBC/HBO do bestseller de J.K Rowling para adultos, Morte Súbita, possui uma toque definido de Midsomer Mugglemarch (a autora da resenha faz um trocadilho com a série citada na resenha anterior, Midsomer Murder, com Muggle, que nos livros da série Harry Potter são os trouxas) sobre ela. 

O estudo de Rowling da vida em uma pequena cidade inglesa dominada por pessoas mesquinhas (aparentemente determinadas a excluir os pobres de suas ruas perfeitamente mantidas) foi publicado e decididamente teve resenhas variadas - mas talvez seja melhor para assistir do que foi para ler. 

Adaptado por Sarah Phelps, o enredo é simplificado em três horas de televisão - a minissérie será transmitida em episódios semanais de uma hora começando em 15 de fevereiro no Reino Unido, e nessa primavera nos Estados Unidos - e os habitante da perfeita vila inglesa de Pagford, alguma vezes incessantemente terríveis nas páginas, são representados mais toleráveis nas telas. 

A narração da história de Phelps é assistida por um elenco excelente, incluindo Michael Gambon (que tem uma associação anterior com o trabalho de Rowling, através de sua performance como Dumbledore nos últimos filmes de Harry Potter) como presidente sedento de poder do conselho paroquial, Howard Mollison. Sua mulher, Shirley, é retratada com uma malicia perversa e alegre por Julia McKenzie, atriz de Miss Marple, enquanto Keeley Hawes, muito admirada por sua performance no drama Line of Duty da BBC2, atua com uma personagem diferente do normal como Samantha, a brilhantemente frustada nora deles e dona de uma loja de lingeries.

O livro de Rowling pode ser implacavelmente sombrio. Phelps também injetou mais humor e, ao permitir que o herói de Morte Súbita sobrevivesse por mais tempo que as poucas páginas que Rowling permitiu no romance, trouxe um entusiasmo muito necessário para as telas.

Uma disputa pela linha de fronteira - não é um dos argumentos mais televisivos - se tornou uma briga pela conversão de um centro comunitário em um spa, isso em uma história que confronta mudanças de atitudes em relação a redistribuição de riquezas e aqueles vivendo na pobreza. A história de uma adolescente, Krystal Weedon, lutando para lidar com uma mãe dependente e cuidar de um irmão bebê, está no centro da adaptação. Assentindo para uma visão dramática que vê ecos de ficções do século XIX na história de Rowling sobre os residentes de Pagford, Phelps descreve uma garota aparentemente forte como a Tess de "Tess of the d'Urbervilles".

A autora estava relaxada sobre o seu trabalho ser adaptado, disse Phelps na exibição em Londres da série no inicio dessa semana, admitindo que o processo poderia potencialmente ter sido bem difícil. "Houve uma grande liberdade para mim. Rowling leu os scripts e comentou apropriadamente." Alguma anotação rigorosa? "não, não mesmo. Ela é uma escritora, ela entende como isso é."

Mas nem todos os reais residentes da meia duzia de cidadezinhas em Cotswold, que juntas criaram a pitoresca Pagford, estavam tão compreensivos. A boutique de lingeries de Samantha, com suas vitrines picantes resultaram em reclamações para o conselho da cidade. (Outros, no entanto, ficaram aparentemente desapontados com a natureza ficcional da loja, entrando nela para inspecionar pelos corsets de cetim vermelho. "Nós tivemos uma dupla de senhoras, com cabelos brancos, bengalas, passando pela loja e olhando pelas janelas," disse o diretor Jonny Campbell. "Nós estávamos dizendo: por favor, nos desculpe." E elas disseram: "Ah não, eu tenho todas essas coisas em casa.")

A boa aparência intemporal de Pagford é enfatizada pela bênção de um agradável verão inglês. E em termos de a vida em vilas britânicas ser traduzida para audiências americanas (que também compraram o livro aos montes), é esperado que as relações e histórias se provem universais. "Você está apenas assistindo o comportamento das pessoas, seus casamentos, relacionamentos, e como é difícil se manter são em um daqueles pequenos lugares," disse Phelps. "Essas vilas são bonitas, mas eu preciso dizer que se vivesse em uma delas, eu enlouqueceria".

                                                                                                                


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