27.11.15

J.K. Rowling fala sobre fama, Twitter, Robert Galbraith e Morrissey em nova entrevista


Em nova entrevista para o The Guardian, J.K. Rowling, a autora da série Harry Potter, falou sobre o cantor Morrissey, do The Smiths, fama, fãs, a democracia do Twitter e seu pseudônimo, Robert Galbraith. A entrevista foi feita pela Lauren Laverne para a revista Saturday's Weekend, então a versão completa deve ser liberada amanhã!

Comentando sobre seu encontro com Morrissey, a "grande fã do The Smiths" disse: "Nós estávamos olhando um para o outro, nos aproximando cada vez mais, e quase exatamente no mesmo momento nós estendemos nossas mãos. O que foi incrível para mim foi que o Morrissey sabia quem eu era. Eu estava com minha cunhada e ela disse: 'Abaixe. A. Sua. Mão.' Eu estava andando depois com minha mão estendida... Eu disse 'Morrissey me tocou!" e ela disse 'Eu sei, você está parecendo uma estúpida."

Ela então comparou essa experiência que teve com a que os fãs de Harry Potter têm ao encontrá-la: "As pessoas que significam algo para você quando você tem 16, 17 anos, são as pessoas que estão te ajudando a atravessar as coisas. Então eu absolutamente entendo por que alguém que está se apoiando a Harry Potter como um lugar seguro com 13 anos fica animado aos 21 em falar sobre que casa eles estariam em Hogwarts. Eu não acho que seja infantil. Eu não acho que seja mais infantil do que eu ficando animado para encontrar o Morrissey... Eu queria voltar para a Joanne de 16 anos que está deitada no escuro com incenso ligado e ouvindo "Heaven Knows I'm Miserable Now" (O Céu Sabe que Estou Deprimido Agora) e dizer para ela: 'Você irá conhecê-lo! Ele irá saber quem você é!'"

Ela ainda contou suas leituras atuais, já que a entrevistadora perguntou se ela já leu o livro do Morrissey, mas ela disse que não, no momento está lendo Dynasty do Tom Holland, em seguida ela lerá o novo da Margaret Atwood e o do Morrissey "provavelmente será o próximo."

Sobre a fama, a autora conta sobre sua relação difícil com ela: "Se você quer ser uma autora, as chances são que você seja uma pessoa bem introvertida, que não particularmente quer as pessoas se preocupando com sua aparência. E a fama, em sua encarnação moderna, exige a mentalidade contrária."

Sobre o quanto ela gosta do Twitter e da democracia que a rede social oferece, Jo disse: "Chegou um ponto em que Harry Potter se tornou tão enorme que, em uma leitura ao público, haviam 2000 pessoas. Você não consegue responder as perguntas de todos. Twitter me devolveu isto. Ninguém precisa comprar um ingresso. É bem democrático."

Mesmo com todos os xingamentos, por exemplo os de "traidora", "vadia" e "vaca" que ela recebeu durante o Referendo Escocês de 2014, a Jo disse que os "trolls" não a incomodam: "[Twitter] tem sido uma dádiva pura, incluindo os trolls - eles genuinamente não me incomodam." Mas ela acaba bloqueando ou usando a ferramenta "mute" com alguns usuários, mas são poucos: "Minhas listas de bloqueados e mutes não são longas porque eu tenho uma tolerância bem alta com pessoas que eu não necessariamente iria querer fazer amizade - eu tenho interesse nos que elas estão dizendo. Você não iria querer limpar a sua timeline até o ponto em que você não veria alguns desses personagens. Vamos chamá-los de personagens."

Sobre seu pseudônimo, Robert Galbraith, ela comentou sobre o tempo que esperava conseguir ficar escondida: "Eu tinha esse sonho que eu conseguiria publicar dois ou três livros antes de ser descoberta. Foi uma grande liberdade pensar 'ninguém saberá que sou eu.'"

Ela também deu mais detalhes sobre o processo de publicação dos livros do detetive Cormoran Strike, comentando sobre as cartão de rejeição. "[Eu] ficava tão emocionada com cada carta de rejeição, você não tem ideia. Parecia tão real - era tudo sobre a escrita." Ela também comentou que uma pequena editora queria publicar o primeiro livro, mas seria um grande segredo para se pedir para uma editora tão pequena, mas naquele ponto a Little, Brown já mostrava interesse na história, e ela acabou assinando com eles, mas, claro, não antes de receber várias rejeições.

"Houve uma editora que disse 'Olhe, nós realmente gostamos disso, mas nós acabamos de contratar um outro escritor que está trabalhando na mesma área' - e eu fiquei encantada. Eu não irei dizer que eu fiquei animada da mesma forma que qualquer novo escritor ficaria, porque não é o mesmo. Qualquer escritor novato ficaria bem deprimido: 'Você gostou - e não irá comprá-lo!" enquanto eu fiquei: 'Você gostou! Isso é incrível!" Eu queria que isso tivesse durado um pouco mais."

Além disso, ela conta que a primeira editora que rejeitou Harry Potter, também rejeitou O Chamado do Cuco, escrevendo a "carta de rejeição mais rude" das que ela recebeu: "Então, eu acho que posso seguramente dizer que eu nunca escreverei para eles. Eles claramente não gostam de mim, não importa a forma que eu me apresente... Nós não queremos sua maldita poesia!"

Fique de olho aqui no OPD para ler o resto da entrevista traduzida quando ela for disponibilizada!

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