quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Bonnie Wright fala sobre sua audição para Gina, ter crescido com o elenco, o epílogo e o final de Harry Potter

A atriz Bonnie Wright esteve presente no evento Dallas Comic Con, que aconteceu na última semana. Cristal Wheeler, do SS, compareceu e gravou o vídeo que você pode ver abaixo.

Bonnie - que interpretou Gina Weasley nos filmes de Harry Potter - falou para o público durante mais de quarenta minutos. Como não podia ser diferente, sua história na adaptação cinematográfica da série de J.K. Rowling foi o tema mais destacado.

Ela contou, por exemplo, que se pudesse ser outra personagem da série, provavelmente seria... Hagrid! Elegeu “Reducto” como seu feitiço favorito e comparou também os diretores, salientando a importância da variedade: Chris Columbus ficou com o mérito de ter os estabelecidos como uma família; em Alfonso lembrou de sua perspectiva para o filme; Mike retornou o sentimento de ''família'', construído por Chris, e Bonnie, por último, elogiou o avanço que David Yates deu para Gina. 

Além de Harry Potter, Bonnie falou sobre sua vida pessoal e outros trabalhos. Clique aqui para ler a entrevista transcrita integralmente (em inglês). A seguir, confira alguns trechos que destacamos:

Fale um pouco sobre o processo de audição e como você  veio a ser envolvida em Harry Potter.

Bonnie: Então, eu tinha nove anos quando fui selecionada. Naquele  momento, eu ainda não havia tido nenhuma experiência prévia, exceto as peças da escola. Meu irmão mais velho, que é tipo o meu Rony da vida real, tinha começado a ler os livros de Harry Potter. Ele era um fã dos livros e, como sua irmã mais nova, ele me via como a Gina dele, e nós ouvimos falar dessas audições e que eles iriam transformar esses livros em filmes. Ele disse: "Você devia ir e tentar o papel de Gina"

E então, minha mãe veio para casa do trabalho e eu estava tipo "Você pode arrumar uma audição para mim?". E obviamente, meus pais nada tinham a ver com a indústria. Então, em todo caso, nós demos um jeito para conseguir uma audição. Naquela época, a personagem Gina era um papel muito pequeno, nós não sabíamos para onde mais isso iria. Meu primeiro dia no set foi na Plataforma 9 3/4 e eu me lembro de estar -  quando você é tão jovem, todo acréscimo é muito importante - na Plataforma 9 3/4 (risos)! Foi uma coisa incrível na época.

Pergunta da plateia: Como foi crescer com o elenco?

Bonnie: Foi maravilhoso. Foi como uma família gigante, uma extensão da família. É como algo assim porque foi minha única realidade, crescer dessa forma, durante dez anos. É algo que penso por todos nós. Nós fomos apenas colocados para fazer sentido após o término dos filmes. Nós estávamos em tamanha bolha quando fazíamos os filmes que nunca olhávamos para o depois. Parecia algo tão distante, o término de tudo, então isso não aconteceu até eu me dar conta do impacto que isto fez em minha vida. E realmente me dei conta do quão agradecida eu estava de ter recebido aquela experiência quando eu era tão pequena. Eu não podia pedir por uma rede de apoio melhor, agora.

Pergunta do público: Qual filme de Harry Potter você diria que foi o mais difícil de filmar e por quê?

Bonnie: Eu diria que o último, com relação à cena do epílogo que nós fizemos, dezenove anos depois. Foi algo tão bizarro, eu acho, porque ao mesmo tempo que filmávamos aquilo, passando por nossas mentes estava "o final". Aquele tipo de estranho sensimento de término. Nós nunca pensamos que teria um final, mas teve. Sendo o final de dez anos da minha vida e eu tendo que atuar como uma mãe. Era tão longe da minha realidade. Foi um desafio real, eu acho. Eu acho que foi um desafio muito grande, com todo o processo que nós fizemos para escalar as crianças que foi muito, muito, extenso.

Dan e eu sentamos numa sala e eles vieram de um a um. Nós sentamos em volta de uma mesa, como uma família. Eles queriam ter certeza de que a dinâmica entre nós e as crianças soasse real, e então nós passamos muito tempo com elas, conhecendo elas. O que foi realmente bizarro foi nós voltarmos à Plataforma 9 3/4. A garotinha que tinha o papel da mais jovem estava, você sabe, próxima aos dez. Eu acho que tão próxima à idade que eu tinha quando comecei. Então foi muito bizarro. Uma espécie de ciclo. Então, não apenas houve essa estirpe emocional pelo término, houve também esse desafio de atuar com um novo papel. Foi bastante intenso.

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